Melatonina para Hipertensos: Entenda como esse hormônio pode reduzir a pressão arterial


Entenda como a melatonina pode auxiliar no tratamento da hipertensão essencial, seus efeitos metabólicos, benefícios cardiovasculares, doses estudadas e riscos. Saiba quando ela pode ser manipulada com segurança.

A melatonina é amplamente conhecida por ser o hormônio do sono, mas pesquisas mostram que ela também exerce efeitos importantes no sistema cardiovascular. Um estudo publicado em 2013, intitulado Metabolic disorders in elderly patients with essential hypertension and its correction with melatonin, observou que idosos hipertensos com baixa produção noturna de melatonina apresentam mais distúrbios metabólicos e pior regulação da pressão arterial.

A suplementação adequada, especialmente quando manipulada na dosagem correta, demonstrou melhora de parâmetros metabólicos e potencial benefício quando utilizada em conjunto com anti-hipertensivos como lisinopril ou anlodipino. Esses achados reforçam o interesse crescente no uso da melatonina como adjuvante no tratamento da hipertensão essencial.

Por que a Melatonina pode auxiliar no controle da Hipertensão?

A produção natural de melatonina ocorre durante a noite e é essencial para o ritmo circadiano, responsável pela sincronização de funções biológicas — incluindo o padrão da pressão arterial.

A ciência aponta dois mecanismos principais pelos quais a melatonina auxilia pacientes hipertensos:

1. Restauração do ritmo circadiano da pressão arterial

Em indivíduos saudáveis, a pressão arterial diminui durante o sono (fenômeno chamado dipping). Hipertensos que não apresentam essa queda — os chamados non-dippers — têm maior risco de AVC, insuficiência cardíaca e eventos cardiovasculares.

Ao regular o relógio biológico, a melatonina:

  • favorece a queda noturna da pressão,
  • melhora o padrão circadiano,
  • reduz riscos associados ao perfil non-dipper.

2. Ação antioxidante e anti-inflamatória

A melatonina é um antioxidante potente. Ela ajuda a combater:

  • estresse oxidativo,
  • inflamação crônica,
  • danos ao endotélio (parede interna dos vasos),

todos fatores diretamente relacionados ao desenvolvimento e agravamento da hipertensão.

Como a Melatonina age no organismo de pacientes Hipertensos?

A melatonina atua por diferentes vias fisiológicas:

1. Efeito vasodilatador

O hormônio pode estimular mecanismos que aumentam a liberação de óxido nítrico (NO), promovendo relaxamento dos vasos sanguíneos e reduzindo a resistência vascular.

2. Correção de distúrbios metabólicos

O estudo de 2013 mostrou que a melatonina contribui para a melhora de:

  • níveis de colesterol e triglicerídeos,
  • sensibilidade à insulina,
  • metabolismo de carboidratos.

Ao melhorar esses parâmetros, o risco cardiovascular também diminui.

3. Modulação hormonal da pressão arterial

O hormônio apresenta efeitos reguladores sobre o Sistema Renina–Angiotensina–Aldosterona (SRAA), reduzindo a liberação de renina e aldosterona — duas substâncias que favorecem a elevação da pressão arterial.

Qual é a dose adequada de melatonina para Hipertensão?

A dosagem deve ser individualizada, idealmente prescrita por um médico e manipulada conforme necessidade específica. No entanto, a literatura traz algumas referências importantes:

  • Ensaios clínicos que demonstraram reduções significativas na pressão noturna utilizaram doses entre 2 mg e 5 mg, tomadas 1 hora antes de dormir.
  • Formulações de liberação controlada (controlled release) parecem proporcionar melhores resultados em comparação às de liberação imediata, pois mantêm os níveis do hormônio estáveis durante a noite.
  • A melatonina tem ação adjuvante e não deve substituir anti-hipertensivos prescritos.

Na Farmácia Sempre Viva, é possível manipular a melatonina exatamente na dose e na forma de liberação recomendada pelo profissional de saúde.

Riscos, Cuidados e Possíveis Interações

Apesar de ser considerada segura, principalmente em curto e médio prazo, alguns cuidados são fundamentais para quem tem hipertensão:

1. Sonolência e sedação

É o efeito colateral mais comum. Recomenda-se evitar dirigir ou operar máquinas após a ingestão.

2. Potencial de hipotensão

A melatonina pode intensificar o efeito de:

  • diuréticos,
  • IECA,
  • bloqueadores de canal de cálcio,
  • betabloqueadores,

aumentando o risco de queda excessiva da pressão. Monitoramento é essencial.

3. Interações com anticoagulantes

Pode elevar o risco de sangramentos e hematomas.

4. Pesquisas recentes sobre uso prolongado

Estudos observacionais sugeriram que o uso contínuo por mais de 12 meses pode estar associado a maior risco de insuficiência cardíaca e mortalidade em pacientes com insônia.
Não há comprovação de causalidade, mas reforça a importância de acompanhamento médico rigoroso.

Conclusão

A melatonina, especialmente em versões manipuladas de liberação controlada, pode ser uma aliada importante na hipertensão essencial — ajudando a restaurar o ritmo circadiano, melhorar parâmetros metabólicos e reduzir riscos cardiovasculares.

Contudo, o uso deve ser sempre:

  • prescrito e monitorado por um médico,
  • integrado ao tratamento anti-hipertensivo,
  • ajustado conforme resposta clínica e exames.

Quer saber se a melatonina é indicada para o seu caso?

Converse com seu cardiologista e, se houver recomendação, a Farmácia Sempre Viva manipula a melatonina na dose, formato e liberação ideais para o seu tratamento.

Referências bibliográficas

Shatilo, V.B., Bondarenko, E.V. & Antonyuk-Shcheglova, I.A. Metabolic disorders in elderly patients with essential hypertension and its correction with melatonin. Adv Gerontol 3, 83–88 (2013). https://doi.org/10.1134/S207905701301013X 

Obayashi, K., Saeki, K., Tone, N., Iwamoto, J., Okamoto, N., Nezu, S., Ikada, Y., & Kurumatani, N. (2014). Relationship between melatonin secretion and nighttime blood pressure in elderly individuals with and without antihypertensive treatment: A cross-sectional study of the HEIJO-KYO cohort. Hypertension Research, 37, 908-913. https://doi.org/10.1038/hr.2014.99 

Goyal, A., Terry, P. D., Superak, H. M., Nell-Dybdahl, C. L., Chowdhury, R., Phillips, L. S., & Kutner, M. H. (2014). Melatonin supplementation to treat the metabolic syndrome: a randomized controlled trial. Diabetology & metabolic syndrome, 6, 124. https://doi.org/10.1186/1758-5996-6-124

Vivian Costa
Vivian Costa

Olá, sou a Vivian Costa, Farmacêutica, apaixonada por saúde preventiva, antienvelhecimento e beleza, com foco para minha Farmácia de Manipulação; a Sempre Viva. Estou sempre atenta às novidades, adoro desenvolver novas fórmulas e vou compartilhar um pouco de tudo com vocês. Veja um pouco da minha trajetória em: https://blog.farmaciasempreviva.com.br/curriculo/

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