A Farmácia Sempre Viva participou do 41º Encontro Sul Mineiro de Cardiologia, oferecendo juntamente com a multinacional belga-holandesa de saúde Fagron, o workshop:

“Highlights” no uso de Alprostadil tópico para disfunção erétil. O que há de novo?

Apresentado pelo renomado médico urologista Dr. Juliano Scheffer. Dr. Juliano é médico urologista, cirurgião geral e sexólogo.

– Formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professor convidado da Pós-Gradução da Universidade Positivo. Membro titular da TiSBU da Sociedade Brasileira de Urologia. Membro da Endourological Society. Membro da ISSM – International Society of Sexual Medicine e membro da SBRASH – Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana.

Na ocasião, Dr. Juliano foi entrevistado por Octavio Scofano do programa Conexão Itajubá. Confira entrevista na íntegra e sua transcrição abaixo:

 

Entrevista:

Octavio Scofano: “(…) Dr. Juliano, a primeira pergunta que lhe faço, estamos num encontro de cardiologia, o que faz um urologista num encontro desses?”.

Dr. Juliano Scheffer: “Olha Octavio, eu acho que na verdade todos os especialistas estão preocupados com o bem comum que são os pacientes. E quando eles me chamaram para falar um pouco sobre disfunção erétil, na verdade nós estamos lidando com uma questão que ela também tem um linear dentro da cardiologia. Se você levar em consideração hoje que a Disfunção Erétil ela pode ser considerada uma doença de pequenos vasos, então quem tem disfunção erétil também tem os mesmos fatores de risco de ter um problema cardiovascular, como um infarto, por exemplo, porque a origem das duas doenças é a mesma – são os pequenos vasos sanguíneos”.

O.S.: “A partir do diagnóstico de um, pode-se chegar ao diagnóstico do outro?”.

J.S.: “Eu te diria que a relação é mais ou menos assim: se o paciente contém outros fatores de doença cardiovascular, se ele tiver disfunção erétil, a disfunção erétil serve como mais um marcador de fator de risco para infarto, então esse paciente tem indicação para procurar seu cardiologista sim!”.

O.S.: “A Disfunção Erétil também pode acontecer com a idade. Isso significa que no avançar dessa idade, à medida que o indivíduo vai percebendo que vai lidar com este problema, ele deve, como você está recomendando, procurar um cardiologista, porque ele pode estar com problema no coração?”.

J.S.: “Na verdade as duas características caminham juntas. Isso já está bem estabelecido, com estudos de população, estudos extensos, desde década de 80 e a gente sabe que com o passar do tempo, com o aumento da idade, o paciente tem uma maior chance de ter disfunção erétil. E com o passar da idade, esse mesmo paciente também tem maior chance de ter um infarto do coração. É como eu te digo a origem da doença continua sendo a mesma, o que muda é percepção de cada uma, às vezes para um paciente sentir algum sintoma cardíaco é mais difícil, e às vezes ele percebeu uma mudança na sua sexualidade é mais fácil. Os dois servem como fatores de alerta!”.

O.S.: “Ou seja, então você meu amigo quando for ter uma relação com sua esposa e tiver algum problema, você pode procurar além do seu urologista, pode procurar um cardiologista também.”

J.S.: “Até porque, este tipo de dificuldade que nós temos dificilmente você vai encontrar em um paciente de 20 a 30 anos, que não tenha um processo psicológico por de trás disso. Então para uma pessoa de 40, 50 anos que começa a ter um problema de função erétil, esse paciente já mereceria tanto uma consulta com o urologista, como depois uma consulta com o cardiologista sim.”

O.S.: “Dr. Scheffer existe alguma relação percentual, alguma estatística que aponte para pessoas que tem problema de coração e que venham a ter problemas de disfunção erétil ou vice-versa?”.

J.S: “Olha, têm algumas estatísticas que eu acho interessantes que a gente possa fazer uma correlação. Uma delas, por exemplo é o uso da vez maior, indiscriminado que a pessoas estão fazendo dos inibidores de fosfodiesterase, o que é isso? Viagra, Cialis, Levitra, esse tipo de medicamento. Hoje a gente sabe que em torno de 45 anos até os 55 anos – 44% das pessoas fazem uso destes medicamentos em todas as atividades sexuais. Muitas vezes as pessoas estão utilizando este medicamento sem estar necessariamente estarem precisando. Talvez seja alguma forma de melhorar a performance, mas não uma necessidade. Mesmo assim, se a pessoa já sente uma necessidade de usar este medicamento é porque a pessoa teria fatores de risco.

Veja, uma coisa é quando você tem o fator de risco para ter uma doença e que você deveria cuidar da sua saúde, perfeito! Outra coisa é quando você tem uma doença e isso querer dizer que obrigatoriamente você vai ter a outra. Essa obrigatoriedade não existe! Existe sim a necessidade do cuidado.”

O.S.: “Quais são as alternativas, quais as soluções que os homens têm para esse problema (Disfunção Erétil)?”.

J.S.: “Na verdade, o grande tratamento para Disfunção Erétil continua sendo o medicamento de via oral. Ele é considerado um tratamento de primeira linha. O tratamento de via oral são os comprimidos, famosos comprimidos que a gente encontra nas farmácias (drogarias) – Viagra, Cialis, Levitra, Eleva, todas essas marcas que existem por aí. Dentro destes medicamentos existem aqueles que a gente utiliza sob demanda, o que isso quer dizer, você toma o medicamento na hora que você vai ter a relação. E têm os medicamentos que servem como tratamento de longo prazo, que são comprimidos que você vai tomar todos os dias. Esse tratamento, embora seja  um tratamento excelente, que já existe desde 1998, mesmo assim nó já sabemos, que por causa do uso indiscriminado dessas substâncias, nós podemos ter até 30% dessas pessoas não respondendo mais a esses comprimidos. Nessa hora as alternativas começam a ficar um pouquinho mais estreitas.

Antigamente quando o paciente não respondia aos comprimidos, teria que fazer uma terapia com injeção que é no próprio pênis (Caverject) – uma injeção intra cavernosa, que nós chamamos. São duas medidas que levam a dois extremos – ou você tomava um comprimido – muito simples, ou você tinha que fazer uma injeção no pênis que era mais agressiva.

O que nós estamos desenvolvendo agora, numa questão de 2 a 3 anos atrás, é uma terceira via que é a mesma substância que você usaria na sua injeção intra cavernosa, você vai fazer de uma outra forma, você vai ter uma absorção pela uretra. A uretra é o canal aonde sai a urina. Ou seja, você coloca a substância na uretra, a substância é absorvida em questão de 18 minutos no máximo e aí ele vai dar o fator da ereção. Esse medicamento ele tem uma vantagem, principalmente para àqueles pacientes que possuem doenças coronarianas mais graves, fazem uso de outros medicamentos, pacientes que tomam uma série de medicamentos que podem ter algumas interações, que ao invés de você tomar um comprimido que todo o corpo sofrerá a ação deste medicamento, você pode fazer um tratamento mais localizado. Esse tratamento será mais localizado no pênis. Ele vai ser eliminado e a chance dele interagir com outros medicamentos, ou que ele faça o efeito perdurar mais tempo, com efeitos colaterais é muito menor!”.

O.S.: “Tem efeito colateral este tipo de medicamento?”

J.S.: “Está mais relacionado à questão da técnica, hoje o veículo que usamos para colocar o Alprostadil dentro da uretra da pessoa – é uma caneta que tem uma ponta de látex. Então dependendo da dose que a pessoa vai usar, se for uma dose muito forte e da maneira que a pessoa manuseia a caneta, essa caneta pode causar um pouco de dor, um atrito na região da uretra. Mas isso com a prática continuada deste tratamento, o paciente tira isso de letra”.

O.S.: “Mas existe algum efeito colateral, como por exemplo, dor de cabeça ou algum tipo de indisposição, algo neste sentido?”.

J.S.: “A vantagem de este tratamento ser local é exatamente isso. Como você usa isso no local e ele tem pouca ação no restante do corpo, esse tipo de efeito colateral é muito menor. Então dor de cabeça, mal estar, fadiga, esse tipo de coisa que a gente tem com medicamentos de via oral comuns, no medicamento usado somente na região peniana não vai acontecer. Ele vai ser metabolizado direto no local, ele vai ser eliminado na urina na primeira passagem e ele é um medicamento muito rápido. Assim como ele faz efeito muito rápido, ele é eliminado muito rápido, então é difícil ele fazer efeitos colaterais mais fortes”.

O.S.: “Esse tipo de medicamento precisa de um receituário médico, uma recomendação, ou um exame preliminar?”.

J.S.: “Ele não é um medicamento controlado. Não existe nenhuma determinação da Anvisa com relação à substância. É uma substância que não causa nenhum tipo de dependência química, nem psicológica. O que existe é o bom senso. Dificilmente um paciente vai utilizar um medicamento com este tipo de complexidade, sem a orientação do médico. Não é uma questão de querer, o paciente merece uma orientação adequada, ele precisa entender primeiro porque ele tem a disfunção erétil. Já que o grande tratamento da disfunção erétil é tratar o motivo. E aí sim nós vamos utilizar este medicamento para ele se tratar, melhorar os sintomas, enquanto nós estamos tratando o motivo”.

O.S.: “Qual é o termo técnico para este medicamento?”.

J.S.: “O medicamento se chama Alprostadil, ele é um análogo da Prostaglandina, ele é levado dentro de um veículo (creme/pomada) que se chama Pentravan e ele é manuseado dentro de uma caneta que se chama Airless Pen, que quer dizer em inglês, uma caneta que não tem ar dentro.”

O.S.: E ele já se encontra disponibilizado nas farmácias de manipulação?”.

J.S.: “Ele é um medicamento que tem que ser manipulado. Não é um medicamento que está a venda em uma farmácia alopática (drogaria) comum. Isso é mais um fator para que o paciente procure a orientação médica para sair dali com a receita e com as orientações de uso. Já que são orientações muito particulares”.

O.S.: “Dr. Scheffer muito obrigado por esta entrevista e sucesso!”

J.S.: “Obrigado eu que agradeço ao convite, e fico à disposição para qualquer dúvida dos espectadores.”

O.S.: “Conversamos com Dr. Juliano Scheffer, urologista, presente aqui no 41º Encontro Sul Mineiro de Cardiologia acontecendo na Faculdade de Medicina de Itajubá. Dr. Scheffer esteve presente com o apoio da Farmácia Sempre Viva.”

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Vale ressaltar que a Farmácia Sempre Viva prestará toda a assistência farmacêutica relacionada ao Alprostadil em creme.

Olá, sou a Vivian Costa, Farmacêutica, apaixonada por cosméticos e tudo relacionado à beleza, saúde e atividade física foco da minha Farmácia de Manipulação; a Sempre Viva. Estou sempre atenta às novidades, adoro desenvolver novas fórmulas e vou compartilhar um pouco de tudo com vocês.

Vivian Costa
Vivian Costa
Olá, sou a Vivian Costa, Farmacêutica, apaixonada por cosméticos e tudo relacionado à beleza, saúde e atividade física foco da minha Farmácia de Manipulação; a Sempre Viva. Estou sempre atenta às novidades, adoro desenvolver novas fórmulas e vou compartilhar um pouco de tudo com vocês.